domingo, 18 de agosto de 2013

Mar de perguntas.

O que se encontra no vazio de nós mesmos?
O que é que se esconde onde nossos olhos não alcançam?
O que nos faz ser como somos?
Quem é o que?
Como viver sem a metade que nos falta?
Aliás, somos fragmentados desde o início ou nos tornamos assim conforme o tempo?
Vamos perdendo pequenos pedaços de nós mesmos conforme conhecemos pessoas, conforme vivemos?
Uma parte de mim está em você?
Você é parte de mim?
Afinal, o que são os homens?
Um aglomerado de dúvidas em forma de gente?
Um punhado de gente em forma de dúvidas?
Pequenos fragmentos de vidas embaralhadas que se afogam em seus próprios medos? Em suas próprias dúvidas?
Porque duvidamos?
Porque duvido?
Porque não aceitamos o inaceitável e vivemos assim?
Porque não acreditamos naquilo que não podemos ver e convivemos com isso?
Porque duvidamos?
Qual o sentido de tantas perguntas?
O que é ser humano?
Quem sou eu?
Quem é o que?
O que é quem?
O que é o que?
Qual o sentido de estar?
Ou estar é um sentido próprio pelo simples fato que esse ato representa?
O que são respostas?
Onde estão?
O que é o que?
Quem é quem?
Quem é o que?
Não sei mais. Nem sei se quero saber.
Pois esse mar de dúvidas é confortável. Esse peso que elas trazem também.
Me deixe me afogar mais um pouco. Só mais um instante,
me perder em mim mesmo, sumir em minhas perguntas, desaparecer em minhas incertezas.
Só mais um pouco.
Quem é o que?