O que se encontra no vazio de nós mesmos?
O que é que se esconde onde nossos olhos não alcançam?
O que nos faz ser como somos?
Quem é o que?
Como viver sem a metade que nos falta?
Aliás, somos fragmentados desde o início ou nos tornamos assim conforme o tempo?
Vamos perdendo pequenos pedaços de nós mesmos conforme conhecemos pessoas, conforme vivemos?
Uma parte de mim está em você?
Você é parte de mim?
Afinal, o que são os homens?
Um aglomerado de dúvidas em forma de gente?
Um punhado de gente em forma de dúvidas?
Pequenos fragmentos de vidas embaralhadas que se afogam em seus próprios medos? Em suas próprias dúvidas?
Porque duvidamos?
Porque duvido?
Porque não aceitamos o inaceitável e vivemos assim?
Porque não acreditamos naquilo que não podemos ver e convivemos com isso?
Porque duvidamos?
Qual o sentido de tantas perguntas?
O que é ser humano?
Quem sou eu?
Quem é o que?
O que é quem?
O que é o que?
Qual o sentido de estar?
Ou estar é um sentido próprio pelo simples fato que esse ato representa?
O que são respostas?
Onde estão?
O que é o que?
Quem é quem?
Quem é o que?
Não sei mais. Nem sei se quero saber.
Pois esse mar de dúvidas é confortável. Esse peso que elas trazem também.
Me deixe me afogar mais um pouco. Só mais um instante,
me perder em mim mesmo, sumir em minhas perguntas, desaparecer em minhas incertezas.
Só mais um pouco.
Quem é o que?
Idéias Randômicas de uma mente Alvoroçada
domingo, 18 de agosto de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Peso.
Depois de tanto tempo.
Me vejo, e percebo o fardo que carrego.
Fardo que criei, que mereci,
nascido de meus erros e precipitações.
Depois de tanto tempo.
Vejo o peso em meus ombros,
as dores e perfeições,
que me fiz suportar.
Depois de tanto tempo.
Percebo o quão fútil fui.
E o quão errado e fraco é,
se forçar a assumir ideais que não te pertencem.
Depois de tanto...
...Me arrependo de me quebrar,
sendo fraco por aceitar,
Mudar quem sou por quem, nem enxergava o eu dentro de mim.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Ondas
Com olhos de ressaca, vejo a vida passando como projeções por meus olhos.
Quantos erros. Quantos risos. Quantos fios soltos e laços quebrados. Quanta alegria e quanta tristeza.
Quanta nostalgia.
É esse ciclo de falhas e acertos , que como o mar, tem seus altos e
baixos, uma onda após a outra. Ambos conseguem enjoar, mas o passeio
como um todo é agradável, só se precisa saber onde, como e quando olhar.
De vez em quando, num momento especial, é possível ver o sol afundando,
calmamente, entre o grande azul interminável. Um minuto de paz, de
calmaria, que precede às ondas que voltam novamente.
Pequenos
momentos de felicidade, cristalizados em memórias, que amortecem o gosto
agridoce que o passado consegue deixar na boca.
sábado, 13 de julho de 2013
Miragem
Perdido em minhas ilusões,
te achei, e deslumbrei-me com tal visão.
Criei miragens de amor que me salvaram,
do deserto de minha solidão.
Mas miragem como era, logo se foi.
Tentei prendê-la, mas foi em vão.
Escapou por entre as falhas, escondidas até então.
Bebi do rio de presunções, e me afoguei,
em minhas próprias suposições.
E agora, aqui estou.
Mais uma vez perdido em desilusões.
Com sede de ti.
E desejando algo que sei,
que está além do alcance.
Longe de minhas mãos.
te achei, e deslumbrei-me com tal visão.
Criei miragens de amor que me salvaram,
do deserto de minha solidão.
Mas miragem como era, logo se foi.
Tentei prendê-la, mas foi em vão.
Escapou por entre as falhas, escondidas até então.
Bebi do rio de presunções, e me afoguei,
em minhas próprias suposições.
E agora, aqui estou.
Mais uma vez perdido em desilusões.
Com sede de ti.
E desejando algo que sei,
que está além do alcance.
Longe de minhas mãos.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Asas Quebradas
Sou assim.
Pássaro que desaprendeu a voar.
Peixe que se afoga n'água.
Árvore da qual, os frutos escapam.
Com asas quebradas de cansaço.
Com voz rouca de sentimento.
Pele suja de sangue e tinta.
E mãos, de poesia.
Me apago e me reescrevo diariamente, constantemente, inevitavelmente.
Acerto pontuações, corrijo a ortografia, coloco vírgulas.
Em mim mesmo.
Em todo mundo.
Mania de perfeição.
Suponho que a validade venceu.
Desta casca que chamo de "eu".
Irei eu me transformar e sair como uma nova forma de mim mesmo e desbravar novamente o azul dos céus?
Não sei.
Pois as penas caídas e as asas quebradas ainda me doem.
O medo ainda me fere a alma.
Medo de cair e não ter forças de me sustentar em pé.
Medo de que no fim do caminho, não haja nada.
Medo de que esse eu esteja rachado além do concerto.
Medo de que as asas sejam apenas isso.
Um punhado de ossos e sonhos quebrados.
Além do uso; Além do concerto.
Além do alcance.
De minhas mãos manchadas de tempo e poesia.
Pássaro que desaprendeu a voar.
Peixe que se afoga n'água.
Árvore da qual, os frutos escapam.
Com asas quebradas de cansaço.
Com voz rouca de sentimento.
Pele suja de sangue e tinta.
E mãos, de poesia.
Me apago e me reescrevo diariamente, constantemente, inevitavelmente.
Acerto pontuações, corrijo a ortografia, coloco vírgulas.
Em mim mesmo.
Em todo mundo.
Mania de perfeição.
Suponho que a validade venceu.
Desta casca que chamo de "eu".
Irei eu me transformar e sair como uma nova forma de mim mesmo e desbravar novamente o azul dos céus?
Não sei.
Pois as penas caídas e as asas quebradas ainda me doem.
O medo ainda me fere a alma.
Medo de cair e não ter forças de me sustentar em pé.
Medo de que no fim do caminho, não haja nada.
Medo de que esse eu esteja rachado além do concerto.
Medo de que as asas sejam apenas isso.
Um punhado de ossos e sonhos quebrados.
Além do uso; Além do concerto.
Além do alcance.
De minhas mãos manchadas de tempo e poesia.
Caminhada.
Ando por aqui.
Há quanto tempo? Já nem sei.
Sei que ando, que sempre andei.
Olho pelos ombros e vejo o caminho percorrido e me lembro de cada sinuosidade através dele.
Sei que ando.
Sei que vi.
Vidas, sorrisos, lágrimas, esperanças, mortes.
Sei que andei.
Por ruas, vielas, estradas, avenidas.
Pelo próprio tempo, se me pergunta.
E sei que agora, no final da jornada,
Minhas costas doem e meus pés reclamam.
Sei que vi e sei que mudei.
Me transformei conforme vivi.
Me transformei pelo o que vi, ouvi e senti.
Hoje, quem fui já nem me lembro.
Hoje, só sei quem sou.
Sou o vento, a água, o mundo e as pessoas nele.
Sou inconstante.
Sou o próprio tempo.
Sou as palavras não ditas.
O choro engolido.
O riso contido.
Sou tudo e sou nada.
Apenas um grão de areia na beira da praia.
Vislumbrando o azul sem fim, e as ondas que quebram.
Há quanto tempo? Já nem sei.
Sei que ando, que sempre andei.
Olho pelos ombros e vejo o caminho percorrido e me lembro de cada sinuosidade através dele.
Sei que ando.
Sei que vi.
Vidas, sorrisos, lágrimas, esperanças, mortes.
Sei que andei.
Por ruas, vielas, estradas, avenidas.
Pelo próprio tempo, se me pergunta.
E sei que agora, no final da jornada,
Minhas costas doem e meus pés reclamam.
Sei que vi e sei que mudei.
Me transformei conforme vivi.
Me transformei pelo o que vi, ouvi e senti.
Hoje, quem fui já nem me lembro.
Hoje, só sei quem sou.
Sou o vento, a água, o mundo e as pessoas nele.
Sou inconstante.
Sou o próprio tempo.
Sou as palavras não ditas.
O choro engolido.
O riso contido.
Sou tudo e sou nada.
Apenas um grão de areia na beira da praia.
Vislumbrando o azul sem fim, e as ondas que quebram.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Adeus.
Oi como está?
Bem, espero.
Há quanto tempo faz, desde que nos falamos pela última vez?
Sim, eu entendo, esperar por respostas que não virão é inútil, mas mantenho a fé,
de que, um dia,
mesmo que por um instante, venhamos a nos encontrar.
E ao vislumbrar uma vez mais seu rosto, e o brilho de teu sorriso.
Terei enfim, cumprido todos os meus desejos, pois nada é mais perfeito ou belo.
Do que tua imagem reluzente, banhada pela felicidade.
Amaldiçoo minha própria ignorância, porque não aproveitei mais? Porque não aproveitei cada segundo e cada instante do qual passei contigo? Porque não gravei cada parte de ti em mim?
Suponho que tudo sejam apenas desejos sem forma voando longe, ao horizonte como borboletas ao vento.
Me desculpe. E saiba que eu não te culpo.
E saiba que te esperarei, por quanto tempo precisar.
Por eternidades e séculos a fio. Por diversas vidas, através do próprio tempo.
E não chore, pois isso me enfraquece o coração.
Só me lamento por não poder ver, seu sorriso e seus olhos brilhando radiantemente. Por não sentir seus lábios nos meus. Por não poder senti-la, a minha outra parte que me completa.
Mas agora vou. E como disse, te esperarei.
Não tenha pressa, viva e seja feliz.
Mas por hora, acho que não há escapatória.
Não me esqueça, mas não viva no passado.
Renove-se a cada dia e sorria sempre, por mais pesado que seu coração esteja. Por mais insignificante que pareça o motivo.
Seja forte e continue lutando, sempre. Estarei torcendo por ti, como sempre fiz.
Estarei sempre contigo, dos cantos, observando-te.
Mas agora vou indo.
Te amo e sempre amarei.
Adeus.
Bem, espero.
Há quanto tempo faz, desde que nos falamos pela última vez?
Sim, eu entendo, esperar por respostas que não virão é inútil, mas mantenho a fé,
de que, um dia,
mesmo que por um instante, venhamos a nos encontrar.
E ao vislumbrar uma vez mais seu rosto, e o brilho de teu sorriso.
Terei enfim, cumprido todos os meus desejos, pois nada é mais perfeito ou belo.
Do que tua imagem reluzente, banhada pela felicidade.
Amaldiçoo minha própria ignorância, porque não aproveitei mais? Porque não aproveitei cada segundo e cada instante do qual passei contigo? Porque não gravei cada parte de ti em mim?
Suponho que tudo sejam apenas desejos sem forma voando longe, ao horizonte como borboletas ao vento.
Me desculpe. E saiba que eu não te culpo.
E saiba que te esperarei, por quanto tempo precisar.
Por eternidades e séculos a fio. Por diversas vidas, através do próprio tempo.
E não chore, pois isso me enfraquece o coração.
Só me lamento por não poder ver, seu sorriso e seus olhos brilhando radiantemente. Por não sentir seus lábios nos meus. Por não poder senti-la, a minha outra parte que me completa.
Mas agora vou. E como disse, te esperarei.
Não tenha pressa, viva e seja feliz.
Mas por hora, acho que não há escapatória.
Não me esqueça, mas não viva no passado.
Renove-se a cada dia e sorria sempre, por mais pesado que seu coração esteja. Por mais insignificante que pareça o motivo.
Seja forte e continue lutando, sempre. Estarei torcendo por ti, como sempre fiz.
Estarei sempre contigo, dos cantos, observando-te.
Mas agora vou indo.
Te amo e sempre amarei.
Adeus.
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